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quarta-feira, janeiro 11

Friends can always make us feel better...

Aquilo não podia estar a acontecer! Pensava Iruvienne enquanto caminhava sem destino pelos corredores de Hogwarts. Chegavam até ela as vozes dos professores e de alguns alunos que se encontravam no exterior por não terem aulas naquela altura, mas estes sons foram substituídos pelo fechar repentino de uma porta atrás dela e alguns passos na sua direcção. Ela tinha de sair daquele corredor, não podia ser alcançada por Bella, quem ela julgava que havia saído da sala. Virou à direita para uma casa de banho que ali se encontrava e ficou lá dentro a mirar o espelho.
Bella ainda estava uma pilha de nervos quando ouviu a porta de uma casa de banho fechar-se. Sabia que era Iruvienne e não estava com a mínima disposição de voltar a discutir com a amiga. Sempre soubera que haviam tido educações diferentes e que muitas vezes as suas opiniões divergiam, mas discutir em plena aula de Feitiços?
- Bella?! - chamou Elyon arrancando a loira dos seus pensamentos
- Oh... Olá Ely!
- Não devias estar a ter aula? - perguntou a rapariga com um ar desconfiado
- Sim... devia... Mas saí. Eu e a Iruvienne discutimos. Nada de especial.
- Onde é que ela está? - perguntou Elyon olhando desconfiada para Bella.
Como se estivesse à espera daquele momento uma cabeleira ruiva saiu rapidamente da casa-de-banho ao lado das raparigas. Iruvienne olhou rapidamente para Bella e depois para Elyon, abriu a boca para falar mas não foi capaz, pelo que saiu a correr em direcção ao dormitório, com as vestes a ondular atrás de si.
- Não me parece que não tenha sido nada de especial, - comentou a morena desviando o olhar para Bella. - Eu vou procura-la, desculpa-me.
E também esta saiu em direcção à torre dos Ravenclaw, deixando a Gryffindor parada e chateada no meio do longo corredor.
- Iruvienne! - gritou Elyon subindo as escadas duas a duas atrás da amiga.
- Não me chateies! - respondeu baixinho Iruvienne correndo pelas escadas.
- Desculpa?! Se estás mal-humorada não descontes em mim que não tive nada a ver com isso! - disse a morena
- Tu é que viste atrás de mim... - murmurou Iruvienne abrandando o passo.
- Então preferes estar sozinha?
- Não... - admitiu encostando-se à parede fria.
- Bem me parecia. - sorriu Elyon - O que é que se passou?
- Eu... Oh, tu imaginas! A Bellatrix recebeu uma carta do avô a proibi-la de se dar com qualquer pessoa que tivesse ligações com o Lorde das Trevas o que, como sabes, é o mesmo que dizer: 'afasta-te da Iruvienne Hiems'... - explicou Iruvienne fitando o chão. - Eu não aguentei e... a conversa partiu daí... Ela acabou a falar mal da minha família e eu da dela, confesso...
- Se queres que seja sincera, estás a dramatizar demasiado. Todos andam cautelosos nos dias que correm, é claro que o avô dela não quer que ela corra perigo. E para além do mais, não como se tu fosses perigosa e ela fosse deixar de falar contigo por causa de uma estúpida carta.
- Nunca se sabe. Mas ela disse que aquilo era normal, e eu conheço as pessoas como o avô dela, eles fazem de tudo para 'me' afastar dos filhos/netos... E a Bellatrix acha que é normal! Ela não diz nada, não me defende...
- Pelo que me contaste, a carta não tinha nenhuma acusação contra ti, pois não? Ela não precisa de te defender se não foste 'atacada'. Tenta ser razoável. - disse a morena.
- Não dá! Não é preciso que te mostrem que se ficares um dia inteiro dentro do lago negro durante o Inverno que morres, para tu saberes não é? - resmungou Iruvienne recomeçando a andar.
- Err... o lago tem de ser mesmo negro?
- Ely! - gritou Iruvienne tentando esconder um sorriso. - Tu não tens remédio, pois não?
- Oh, vá lá. Estás a fazer uma tempestade num copo de água, tenho a certeza que o que o avô da Bella lhe disse entrou por ouvido e saiu por outro.
Iruvienne não lhe respondeu, era demasiado orgulhosa para, sequer, pensar na hipótese de Elyon estar certa, em vez disso mudou o rumo da conversa.
- Onde estavas há pouco?
- Humm? Na aula de Runas Antigas... sabes, a professora Miriam é muito simpática. Disse-me que estava a pensar abrir um clube sobre as civilizações antigas de feiticeiros. É uma ideia interessante, não é? Quer dizer, o assunto é muito bom e eu realmente gosto... ah, e depois (itálico) andei à procura do Dan que anda com umas manias muito desagradáveis de se evaporar no ar.
- É interessante, é... Ele anda a evaporar-se?
-Constantemente - confirmou a morena, franzindo ligeiramente o sobrolho. - E depois do comentário que fiz sobre os olhos do Potter... francamente, que ele não me parecia ser nada ciumento.
- Eu acreditei que fosse... Queres ajuda? - perguntou a ruiva sorrindo levemente. Ela não faria aquilo pelo Potter, apenas queria estar com a amiga sem terem propriamente nenhum assunto de que falar, apenas estarem juntas.
- Não... vou confiar nele. E o Mike? Já agora, é impressão minha ou estás atrasada para Poções?
- Eu, eu... Sim, estou, tens razão! O Mike já lá deve estar, encontramo-nos depois? - perguntou rapidamente e, sem esperar pela resposta, começou a descer as escadas em direcção aos calabouços

Vivido por Iruvienne Hiems, Elyon Somniare e Bellatrix Neveu


Rabiscado por Iruvienne Hiems às 3:25 p.m.

What is going on?

Havia acabado de tocar para a primeira aula da manhã e os mais novos furavam por entre os mais altos, numa tentativa de chegar às aulas a horas e não serem ameaçados de serem transfigurados em relógios. Uma coruja castanha sobrevoava a cabeça dos atrasados do costume que ainda estavam a sair do salão comum, entre risos e conversas. A coruja acabou por aterrar no ombro de Bella, de onde estendeu a pata para que esta retirasse a carta que lá vinha.
- Uma carta de casa? - questionou Iruvienne olhando para os grandes olhos âmbar da coruja.
- Aparentemente... Mais propriamente do meu avô Pierre. - respondeu a loira fitando a carta com surpresa.
Bella lia a carta enquanto Iruvienne a guiava por entre os alunos até à aula de encantamentos. Iruvienne havia pedido ao professor Flitwick para assistir a algumas aulas para que não se esquecesse de nada e para ir treinando outros feitiços; uma dessas aulas coincidia com a aula de Bella, na qual as duas se sentavam no fundo e conversavam, não prestando atenção.
- Bom dia, Miss Hiems e Neveu... - cumprimentou o pequeno professor de cima da secretária.
- Bom dia... - responderam-lhe em uníssono.
Ocuparam os lugares habituais, no fundo da sala, longe dos olhares e dos ouvidos do professor, e Bella continuava a mirar a carta.
- Algum problema? - perguntou a Ravenclaw.
- Não... As habituais paranóias do meu avô.
- Ah... - respondeu a ruiva fingindo não estar interessada.
Flitwick ergueu a varinha e começou com uma série de demonstrações que Iruvienne achou entediantes, embora Bella estivesse completamente vidrada no que o professor demonstrava.
- Posso ler? - perguntou Iruvienne em tom neutro.
- Claro... - Bella nem vira o que Iruvienne queria ler, apenas lhe dissera que sim e voltara a observar um feitiço complicado que o professor fazia.
Querida Bella:
Escrevo para te pedir mais uma vez que te lembres dos tempos difíceis que correm. Rogo-te que tenhas cuidado com as companhias e que não te coloques em perigo. Cumpre todas as regras de segurança e NÃO te relaciones com QUALQUER pessoa que tenha relações com Devoradores da Morte.
O futuro não é um lindo dia de sol como outrora, mas uma negra tempestade;

Toma bem conta de ti e olha pelo teu irmão,
Pierre Neveu

- Bella! - exclamou Iruvienne num sussurro alto.
- Schhh... Este feitiço é importante! - disse a rapariga
- Eu não quero saber! Ouve-me! - pediu, insistente, Iruvienne puxando a loira pelo braço.
- O quê é? - perguntou Bella já irritada
- O que é que o teu avô quer dizer com esta carta?!
- Obviamente quer que eu tenha cuidado com o Quem Nós Sabemos e os seus seguidores... - disse a Gryffindor com o ar de quem explica a uma criança que '2+2=4' - Mas porque é que leste a carta?
- Porque eu te pedi e porque tu me deixaste! - quase gritou a ruiva. - Ele não queria dizer só isso! Eu lembro-me como ele olhou para os meus braços naquele dia em tua casa!
- E então? O meu avô teve más experiências por conta Daquele cujo Nome Não Deve Ser Pronunciado e tem medo que a sua família sofra! É normalíssimo! E qual é o mal de ele ter olhado para os teu braços? Que eu saiba não tens culpa de vires da família que vens, pois não? - atirou Bella
- Que tem a minha família a ver com isto? Não chamei a tua ao caso, chamei? - perguntou Iruvienne fazendo algumas cabeças virarem-se para trás rapidamente. - Até parece que venho de más famílias... E, para além disso, sabes bem que tenho as mesmas definições que a minha família no que toca ao correcto e ao errado!
- Claro que chamaste a minha ao acaso! É do meu avô que estás a falar, lembras-te? E a julgar pelo TEU avô não me parece que as vossas definições de certo e errado sejam as melhores! - respondeu a rapariga deixando de se preocupar com o que os seus colegas pensavam.
- Nunca conheceste o meu avô, como podes dizer uma coisa dessas? - gritou-lhe Iruvienne esquecendo-se de onde estava. - Se achas que o Potty-Potter é um máximo corre atrás dele, aceita aquilo que os outros acham que é correcto! Só não me culpes por seguir o que acho que é melhor para todos, mesmo que alguns não o compreendam!
Sem esperar por resposta a ruiva pegou nas suas coisas, atirando a mala de encontro à cabeça de um rapaz Hufflepuff que se encontrava na mesa a baixo, e saiu da sala ouvindo Bella responder-lhe algo incompreensível.
Bella não podia acreditar que Iruvienne estivesse a agir como uma criança mimada de 6 anos. Quem é que ela pensava que era? Seguiu-lhe o exemplo e saiu da sala sem uma palavra, fingindo não ouvir o professor que a chamava.

Vivido por Iruvienne Hiems e Bellatrix Neveu


Eu não disse que a Bella se ia meter em trabalhos? Ela e o Inner depararam-se com um Quintaped e tiveram de o derrotar! x.x Sinceramente...
Mas agora nós estamos chateadas porque ela pura e simplesmente não me defendeu em frente ao avô!!!! Realmente, ainda diz que é minha amiga?


Rabiscado por Iruvienne Hiems às 3:24 p.m.

quinta-feira, dezembro 29

Finalmente voltei a Hogwarts... Já estava a precisar...
Precisava de estar de novo com a Ely e o resto das raparigas, precisava de me separar dos problemas e dos pensamentos que não levam a lado nenhum, precisava de estar de novo com o Mike...
Para variar o ano começou logo bem... Depois de uma noite "fora" tive o prazer de conhecer, à hora de almoço, o Lavynio Inner, um Gryffindor amigo do Draco, que não me pareceu gostar lá muito de mim... ^^
É engraçado como um mau começo as vezes influencia o resto da semana... Embora não possa dizer que foi muito má até agora, uma vez que o Inner é mesmo burro... Sim, porque tentar sujar-me o cabelo com aquela mestela foi mais do que estupido... Quer dizer, como é que ele não se lembou de que ha feitiços para limpar o cabelo? Em dois segundos ele estava como antes...
A unica coisa confusa no meio disto tudo é a gata dele... Quer dizer, o Mike tentou efeitiça-lo e a gata, de uma maneira ou de outra, apercebeu-se e o Inner baixou-se... Estranho... Mas eu vou conseguir desvendar o que se passa...
Ouvi dizer que o estupido do rapaz tinha saido a meio da aula de Herbologia a chorar e a dizer que ninguém gostava dele... Afinal, que é que ele quer??

- É claro que ele não tem amigos... Acha-se superior a toda a gente, e depois chora porque ninguém gosta dele? Por favor! - comentou Iruvienne depois de ter ouvido Elyon relatar os acontecimentos pela décima vez nessa tarde.
- Mas é exactamente isso que eu não percebo. Ele até consegue ser bastante simpático. Porquê insistir naquela arrogância toda? - defendeu Bella pensativa
- Bella! Como podes dizer uma coisa dessas? Viste o que ele fez ao cabelo da Iruvienne? Ele não pode ser simpático e fazer uma coisa dessas. - disse Elyon chocada
- Ely... Eu conversei com ele por algum tempo a caminho da aula. E conversámos, não discutimos. Durante esse tempo ele não fez nada de mal.
- Acho que a Bella tem razão. Ele pode ser simpático... Só deve ter feito aquilo das larvas porque tu o atacaste, Iruvienne... Já alguém o encontrou? - perguntou Annie.


Acho que a Bella gosta dele, afinal, ela conseguiu manter uma conversa com ele e saiu à pouco do pé de nós a dizer que tinha uma coisa qualquer a fazer, mas eu vi-a dirigir-se para a floresta, e pelo que sei foi para lá que o Inner fugiu... Esperemos que ela não se meta em confusões...
O Mike espera-me, tenho de ir...
Bjs

P.S.:


Rabiscado por Iruvienne Hiems às 2:14 p.m.

sábado, outubro 15

Epilogo

Iruvienne apenas esteve em casa dos Tuten'arak por mais dois dias, depois disso recebeu uma coruja urgente dos pais, a lembrar que ela teria de fazer a sua festa antes de 1 de Setembro, data essa que se aproximava a passos largos.
- Iruvienne?! - chamou a senhora Tuten'arak do andar de baixo.
- Sim... Já desço! - respondeu-lhe a jovem enquanto arrumava a ultima t-shirt na mala.
- Já te vais embora... - suspirou Mike vendo-a fechar a ultima mala.
- Erg... tem de ser...
- Não podes mesmo ficar cá mais um dia?
- Não, sabes que não...- respondeu-lhe ela com um sorriso forçado enquanto se penteava em frente a um espelho.
- Quando é que nos voltamos a ver?
- Rapidamente... Muito rapidamente... - respondeu ela deixando os braços cair ao lado do corpo. - Vamos?
- Espera! - Mike saltou rapidamente da cama apanhando o braço de Iruvienne que já estava a abrir a porta. - Quero me despedir de ti como deve de ser...

Vivido por: Iruvienne Hiems (e Mike Tuten'arak)


Rabiscado por Iruvienne Hiems às 10:50 a.m.

Surpresas atrás de surpresas

Juntos, os dois viram o Runespoor "vomitar" os seus ovos para um buraco cavado no chão e depois fizeram-nos desaparecer totalmente com apenas um feitiço. Uma das cabeças do Runespoor falou com Mike e depois Mike traduziu à namorada:
- Ele agradece e diz que nos fica a dever um favor...
Depois de mais uma breve troca de silvos entre Mike e a serpente, os dois jovens encaminharam-se rapidamente para a pirâmide doirada, sob o quente sol Africano.
- Temos de nos desmaterializar lá para dentro... - constatou Iruvienne depois de darem uma volta inteira à enorme pirâmide. - Não há portas...
Mike concordou, e tentando não errar, pois nunca tinham estado no lugar onde se queriam desmaterializar, os dois lançaram o feitiço de desmaterialização.
- Lumos - murmurou Mike mal se viu afogado na escuridão. Iruvienne agarrou-lhe a mão livre, ela não estava a gostar nada daquilo.
- ... E?.... Que esperas encontrar cá dentro? - perguntou a ruiva olhando à volta, para as paredes cobertas de hieróglifos.
- Não sei... mas era bem divertido encontrar-mos um túmulo...
- Oh... sim... deve ser super divertido encontrar uma pessoa morta à mais de mil anos...
- Não sejas assim! Vá... - respondeu ele encostando-se a uma parede secreta, que rodou transportando os dois para o outro lado.
- Mike!!! - reclamou a Ravenclaw.
- Erg... não era suposto isto acontecer... - respondeu ele no escuro, uma vez que a varinha se tinha apagado sem aviso prévio. - Lumos!
Continuaram na escuridão, gritando feitiços a ambas as varinhas, que não respondiam. De repente, à frente deles acenderam-se duas tochas e, entre elas, encontrava-se um ser mágico que eles já haviam ambos observado ao longe, durante a terceira tarefa, dois anos antes. Com um imponente e doirado corpo de leão e uma elegante cabeça de mulher, apoiada nas patas traseiras, como um felino que se prepara para atacar, o monstro abriu a boca num sorriso.
- Uma esfinge... - murmurou Iruvienne agarrando-se mais a Mike. - Se ela acha que estamos a ameaçar o seu tesouro...
- Estamos feitos... - terminou Mike.
- Que procuram? - perguntou a esfinge, com uma voz misturada de mulher e leão.
- Nós... Nada... - respondeu honestamente Iruvienne.
- O que não procuram? - voltou ela a perguntar.
- Erg... Procuramos sempre por alguma coisa... - respondeu Mike, e depois sussurrou para a namorada. - Responde também misteriosamente, já lidei uma vez com uma, mas ela caiu morta antes de sequer me perguntar qualquer coisa... o que não me parece que venha a acontecer desta vez...
- O que procuramos poderemos achar, se nos deixar passar... - Iruvienne não se sentia nada Ravenclaw, frente a uma esfinge que certamente era mais sábia e inteligente do que todos os Ravenclaw juntos.
- Para por mim poderem passar, um enigma terão de decifrar...
- Diz lá então, tentaremos se não, até amanha aqui iremos ficar...
- Apenas uma hipótese terão, por isso pensem bem ou comer-vos-ei ao serão.
"Um evento, uma comemoração,
30 anos no poder,
Um rei, um faraó um líder até ver,
Para se restabelecer algo terá que fazer."
- Oh oh... - murmurou Iruvienne ao perceber que era um enigma sobre o antigo Egipto. - Eu espero bem que tu saibas alguma coisa do sitio onde vives...
- Bem... para falar a verdade...
- Mike!
- Sei um bocado... Deixa-me pensar... - respondeu ele fitando o monstro que os aguardava. - Bem... então é uma festa ou coisa parecida...
- Sobre um faraó que será líder por mais algum tempo, supostamente....- ajudou Iruvienne sentando-se no chão, iriam passar ali muito tempo. - E que é faraó à pelo menos 30 anos...
- Sim... e que tem de fazer alguma coisa....
- Lembraste de algo parecido?
- Nem por isso... - respondeu ele sentando-se também. A Esfinge aproveitou e sentou-se também, nas patas traseiras, continuando a fita-los à procura de uma resposta.
- Bem... eu não vivo aqui... mas... não havia uma festa onde os nossos, os feiticeiros, tinham sempre de ajudar o faraó? - perguntou Iruvienne passado severos minutos.
- Sim! É isso! Tens razão... - respondeu ele a sorrir. - Fazia-se dantes uma festa... Em que se tinha de erguer um pilar! E eles diziam que isso restabelecia as forças do faraó!
- É isso... - concordou ela, e depois, parecendo menos feliz percebeu: - Só nos falta o nome disso...
- Eles fazem oferendas à deusa... erg... Harthor... e.... o nome do pilar é Djed... e... - Mike tentava a todo o custo puxar pela memória, na esperança de os conseguir tirar dali.
- O vosso tempo a esgotar-se está, e eu posso ser muito má... - interrompeu a Esfinge, com os olhos a brilhar.
- O pilar! O erguer do pilar não simboliza também a ressurreição do deus Osíris? Aquele que foi morto pelo irmão... o Sed ou Set, ou coisa assim?
- É ISSO! - respondeu Mike dando um pulo. - És um génio Iruvienne! É a festa Sed! A Grande Festa Sed!
- A mania às vossas varinhas vai regressar, e ponham-se a andar! - exclamou a Esfinge, saindo relutantemente do caminho. - é melhor que à minha frente não voltem a passar ou não se irão safar!
Aliviados, os dois desmaterializaram-se imediatamente em casa de Mike, para não terem mais surpresas pelo caminho...

Vivido por: Iruvienne Hiems (e Mike Tuten'arak)


Rabiscado por Iruvienne Hiems às 10:50 a.m.

A Floresta

Mike pegou-lhe na mão e encaminharam-se para a densa floresta à sua frente.
As àrvores não eram mais baixas que as da floresta proibida, e a claridade não era superior à de uma sala às escuras.
- Lumos - murmurou Iruvienne de varinha erguida.
- Bem pensado, - constatou Mike. - Lumos!
Com a luz das duas varinhas, tentando não tropeçar, mergulharam juntos na floresta.
Continuaram a caminhar em frente, evitando os ramos espinhosos que prendiam os mantos, enquanto conversavam:
- Tens tido notícias da Elyon? - perguntou Mike, tentando puxar um assunto.
- Sim, eu tenho estado com ela, tu irias gostar dela, se tivesses começado com o pé direito...
Porém, Mike não respondeu, estava perplexo a olhar para uma ave muito feia, de pelugem verde-lima muito brilhante.
- Mike? O que é que... - murmurou Iruvienne, fitando igualmente aquela criatura feia que pairava num galho com um ar preguiçoso.
- É um "Fwooper". - interrompeu Mike, parecendo adivinhar a pergunta de Iruvienne - Pode parecer inofensiva, mas o seu canto pode levar quem o ouve à loucura. Não te preocupes, eles são muito comuns aqui no Egipto, isto pode ser resolvido com um simples encantamento silenciador. - Nesse preciso momento, o Fwooper abriu a boca, parecendo querer bocejar-se, mas Mike foi mais rápido, e disparou uma faísca verde da ponta da sua varinha, que atingiu o Fwooper no peito. Do bico do Fwooper, não saiu nenhum som, apenas ar.
- Foi por um triz. - suspirou Mike, orgulhoso de si próprio.
- É... - respondeu Iruvienne olhando para o pássaro que estava ainda de boca aberta.
Quando parecia que o perigo tinha desaparecido, Iruvienne soltou um guincho. E com a varinha apontada para o meio dos arbustos, podiam ver-se vários olhos pequenos e flamejantes, que se espremiam por entre os arbustos e se aproximavam de Mike e Iruvienne.
Mike, sem pensar duas vezes, colocou-se à frente de Iruvienne e apontou a varinha às pequenas criaturas flamejantes. Porém, Iruvienne, já tinha soltado um Expelliarmus que atingiu em cheio numa salamandra e a repeliu para trás do arbusto. O resto das salamandras fitaram Iruvienne com os olhos vermelhos, abriram a boca e de cuspiram bolas de fogo.
- Glacius! - gritou Mike, congelando a chama, e reduzindo-a a nada.
Enquanto Mike tentava afastar as salamandras, lançando-lhes todos os feitiços uteis de que se conseguia lembrar, Iruvienne pensava na coisa mais lógica a fazer.
- Glacius! - gritou ela afastando uma que Mike não havia visto. Atrás destas vieram mais e Iruvienne decidiu o próximo passo. - Vem!
E, tropeçando e arranhando-se, os dois tentaram fugir dali, em direcção à piramide que já estava a vista.
- Mike! - gritou a jovem ficando ligeiramente para trás, presa num ramo.
Mike abrandou, deu meia volta e recuou em direcção à Iruvienne. Abrindo caminho por entre os ramos secos e espinhosos, chegou perto de Iruvienne, porém, uma cobra cor-de-laranja brilhante com riscas negras e três cabeças, aproximava-se da jovem. Mike virou as costas para observar a cobra que fitava Iruvienne. Os dois fitaram a cobra, petrificados por alguns segundos. Por fim, Mike abriu a boca e falou com a cobra.
Para grande espanto de Iruvienne, ela ouviu, pela segunda vez na vida, uma pessoa falar serpentês. Mike abriu a boca e apenas produziu algo que se assemelhava bastante ao som produzido pela cobra laranja. Durante algum tempo Mike falou com a cobra, como se fossem velhos amigos, embora as três cabeças não parassem de se tentar atacar e se contorcessem devido a algo que a jovem não entendeu.
Passados alguns minutos de conversa naquela estranha língua, quando a cobra voltou a rastejar pelo chão, escondendo-se atrás de uma pequena árvore que ali se encontrava, Mike retomou ao inglês e comunicou à namorada o que a cobra lhe havia dito:
- Ela disse-me que pensava que a íamos atacar... Está quase a por ovos e os ovos dela são muito procurados pelos feiticeiros para poções... Ela não fez por mal, apenas não sabíamos se éramos amigos ou não...
- Tu... Tu és serpentês! - exclamou ela.
- Sim... Sou... Mas escuta, ela falou-me dos ovos dela serem muito valiosos e, uma vez que somos amigos, perguntou-me se nós não os podíamos fazer desaparecer enquanto os ovos não estivessem prontos para o novo ser nascer...
- Erg.... sim... isso é possível... - respondeu Iruvienne. - A McGonagall ensinou-nos no quarto ano um feitiço, que apareceu nos NFBs, sobre como tornar uma coisa invisível....
- É isso!

Vivido por:
Mike Tuten'arak e Iruvienne Hiems


Rabiscado por Iruvienne Hiems às 10:48 a.m.

Familias...

- Então, Iruvienne, conta-nos mais coisas sobre ti e a tua família - pediu educadamente Hera Tuten'arak, à hora do jantar.
- Bem... - começou ela pousando os talheres. - sou Ravenclaw, jogo na equipa de Quidditch da escola como chaser...
- E muito bem, tenho de acrescentar - interrompeu Mike.
- Moro na Escócia, num palácio perto dum grande rio...
- Deveras? - perguntou o Sr.Tuten'arak levantando o olhar.
- Sim, a minha família já o tem há alguns séculos, mas só os meus pais é que o habitaram...
- De que famílias vens Iruvienne? - perguntou cada vez mais interessado o homem.
- Black, Lestrang, Pioggia - família italiana, e Hiems - uma família...
- Americana! - terminou a Sra. Tuten'arak com um sorriso.
- Sim, Sra. Tuten'arak, como sabia?
- Não me chames Sra. Tuten'arak, para além de ser difícil para ti de pronunciar, faz-me sentir mais velha... Chama-me antes Hera. - Hera sorria para Iruvienne abertamente pela primeira vez naquele dia. - Diz-me, a tua avó não é a Ailura? A tua mãe não é a Miriam, não?
- Er... sim... - respondeu a ruiva baralhada.
- Eu conheço a tua família! - acabou por esclarecer a senhora, com os olhos verdes a brilhar.
- Sim, as nossas famílias sempre foram muito amigas... - concordou o Sr. Tuten'arak.
- A tua avó andou comigo ao colo, e a tua mãe foi minha colega em Hogwarts... Chegou, inclusive, a andar com o Mike ao colo quando ele era pequeno...
- Sério? - Iruvienne já sabia uma parte daquilo, ou já suspeitava.
- Já não nos falamos há algum tempo, mas apenas por não termos tempo...
A conversa a partir daí fluiu muito mais naturalmente. Os pais de Mike aceitaram logo que Iruvienne ficasse lá em casa por quanto tempo ela desejasse e começaram logo a trata-la muito melhor do que haviam feito até aquele momento.
Depois do jantar, os quatro reuniram-se em volta da lareira e conversaram animadamente com os pais de Iruvienne, depois de terem pedido para lhes serem enviadas as malas da jovem para que ela pudesse ficar lá.
- Vamos dar uma volta? - Mike levantou-se, deixando os pais a continuar a conversa com os de Iruvienne, que já se haviam desmaterializado, para não terem de falar através das labaredas.
Mike levou Iruvienne para o exterior. A noite estava invulgarmente quente e as estrelas estavam muito brilhantes no céu. Ficaram lá fora por muito tempo, a falar sobre as férias e sobre o próximo, o ultimo, ano em Hogwarts. Por fim, quando Iruvienne quase adormeceu sob o ombro de Mike, resolveram entrar e ir dormir.
*
Os dois dias seguintes passaram-se bem depressa, entre visitas às pirâmides, passeios de camelos e banhos na piscina.
No terceiro dia de Iruvienne no Egipto (sexta-feira, 13 de Agosto) começou mais escuro do que os anteriores. Um leve e quente nevoeiro tornava tudo à volta deles mais escuro do que era normal.
Nesse dia, Mike e Iruvienne haviam combinado visitar uma pirâmide que os muggles ainda não tinham "civilizado" e, por isso, teriam de se desmaterializar para entrar na velha pirâmide.
- Por aqui. A pirâmide de que te falei fica a uns metros daqui. - disse Mike apontando para uma floresta enquanto se orientava no mapa.
- Tens a certeza que é por aí?... No meio da floresta?
- Estranho... Nunca vi esta floresta. Mas o mapa não mente, só pode ser por aqui. - continuou ele, cada vez mais confuso.
- Onde arranjaste o mapa? - perguntou Iruvienne suspeitando de que fosse um mapa muggle.
Mike emitiu um som estranho, e escondeu o mapa atrás das costas.
- Em lado nenhum. - Desculpou-se.
- Mike! - disse Iruvienne tentando tirar-lhe o mapa.
- Ok, ok. - disse entregando o mapa a Iruvienne, que pegou nele e começou a examiná-lo. - Encontrei-o dentro de um livro falso na biblioteca, eu comecei a suspeitar porque o meu pai tem pegado muito nele ultimamente... e às escondidas.
O mapa era bastante velho e no topo podia ler-se "Mapa Immanis", e apresentava muitos caracteres indecifráveis, com rastos que davam a uma grande pirâmide bem no meio do mapa, e à sua volta uma floresta bem densa, tal e qual à que estava à frente deles.
- Bem... depois vemos o livro... - disse Iruvienne passado algum tempo entregando-lhe o mapa de volta. - Agora, atravessamos isto ou voltamos para trás?
- Eu digo irmos em frente e explorarmos a floresta. Mas tenho de avisar-te que o meu pai contou-me que um amigo dele quando atravessou uma floresta como esta cá no Egipto nunca mais foi visto. - disse olhando para a floresta.
Iruvienne fitou Mike com um olhar assustado, porém, Mike parecia estar a aguentar o riso. Iruvienne engoliu em seco e Mike soltou um riso sonoro que ecoou pela floresta.
- Miúda! Devias ver a tua cara quando estás assustada! - disse Mike ainda na galhofa. - Estava a brincar... - continuou, tentando recompor-se - Eu nunca tinha ouvido falar de uma floresta no meio do Egipto. Sempre queres continuar?
- Oh... que lindo... foi divertido? - perguntou ela com um sorriso sarcástico.
- Desculpa. Continuamos? - perguntou, fazendo um gesto de convite para entrar na floresta.
- Continuamos... - respondeu ela ainda chateada.

Vivido por: Iruvienne Hiems, Mike Tuten'arak (e Mr and Mrs Tuten'arak)


Rabiscado por Iruvienne Hiems às 10:46 a.m.

Egypt... I'm here!

Iruvienne estava cansada de passar os dias a ouvir o avô a dar conselhos sobre duelos, os primos a quererem saber tudo sobre as corujas que entravam e saíam da mais alta janela do palácio, os pais a quererem que ela fizesse alguma coisa das férias ("como aprender a tocar flauta por exemplo!" dizia a mãe) e a avó a querer sair todos os dias para ir às compras... Ainda não conseguira ir visitar Elyon nem convidar Bella para a partida de Quidditch que já havia ficado agendada e por isso decidiu, depois de uma breve conversa com os pais, ir até ao Egipto, fazer uma surpresa a Mike.
Não sabendo se poderia ficar com o namorado ou não, resolveu apenas levar uma mochila às costas (o que também era mais simples de desmaterializar) e deixar as malas prontas para serem enviadas por Floo se fossem precisas.
Na manhã de dia 10 de Agosto, Iruvienne despediu-se dos pais e desmaterializou-se directamente na rua onde Mike morava.
Havia muitos anos que a jovem não visitava o Egipto, e aquele clima não era dos preferidos dela, mas ao chegar lá decidiu que aquele não era o seu sítio de certeza. O amarelado das casas, o sol forte... aquilo definitivamente não era para ela!
Olhando à volta Iruvienne apercebeu-se de que estava numa das partes da mais alta sociedade da região. A rua larga apenas tinha algumas casas rodeadas de grandes jardins com piscinas e palmeiras. A rua não estava muito cheia, mas toda a gente que se via andava bem vestida. Encontrou logo a "casa" de Mike, um imponente templo amarelado cheio de hieróglifos, bem ao estilo egípcio, com várias janelas e um jardim muito grande. Sem pensar aproximou-se e tocou à campainha.
Os portões foram abertos por dois elfos que não disseram nada, e por isso Iruvienne resolveu entrar. À sua frente encontrava-se uma grande escadaria de azulejo reluzente que bifurcava dando acesso à casa.
- Iruvienne?! - Mike descia as escadas com o manto azul a ondular atrás dele. - O que fazes aqui?!
- Que linda maneira para me receberes... - respondeu ela começando a subir as escadas ao encontro do namorado.
- Desculpa, mas tens de admitir que é um pouco... estranho apareces assim aqui. - desculpou-se Mike, terminando com um grande sorriso.
- Vou fingir que acredito... - respondeu ela a sorrir ao chegar ao pé do namorado.
Mike abraçou-a e continuou: - Estava cheio de saudades, sabes? Ainda bem que vistes. - De seguida, largou-a e segurou nas suas mãos. - Então, vieste passar umas mini-férias aqui no Egipto? Tenho montes de coisas para te mostrar. O quarto de hóspedes está livre.
- Eu... bem... apenas pensei em passar por cá para estar contigo, - respondeu a ruiva sorridente. - mas se der para ficar... porque não?
- Claro! Vou só dizer aos meus elfos para prepararem o quarto, queres que leve a tua mochila?
- Não... deixa... Mas tens a certeza de que não tem problema? Os teus pais não me conhecem nem nada...
- Claro que não, a minha mãe é cinco estrelas. Ela arranja maneira de dar a volta ao meu pai se for preciso.
- Óptimo! - respondeu ela parando para beijar o namorado. Estava há dias a querer estar de novo ao pé dele...
- Bom dia! - Iruvienne voltou-se atrapalhada, aquela voz pertencia a uma mulher mais velha, só podia ser a mãe de Mike! - Deves ser a Iruvienne...
A jovem olhou para a mulher na sua frente, era bastante elegante, com um vestido branco muito comprido e estava muito arranjada. Para além disso era bastante bonita, o Mike tinha a quem sair...
- Sou sim...
- Sou a Hera Tuten'arak, sê bem vinda ao Egipto.
- Prazer... - e depois sussurrou para Mike - tinhas razão, parece ser mesmo fixe!
A senhora Tuten'arak falou com Mike durante alguns minutos, sobre a visita da jovem, enquanto subiam os degraus.
Iruvienne nem quis acreditar quando passou a porta de entrada. Pouco lá dentro a lembrava de que estava no Egipto! Embora a temperatura fosse um bocadinho mais quente do que era de esperar, a casa tinha decorações que não ficariam deslocadas em qualquer das casas britânicas que Iruvienne conhecia.
Mike mostrou-lhe o piso inferior e o primeiro andar todo. Depois encaminhou-se para o sótão.
- Vais conhecer agora o meu pai... - disse ele batendo à porta. Uma voz grossa de homem convidou-os a entrar.
Iruvienne ficou espantada com o tamanho da biblioteca de Mike. Embora fosse ligeiramente mais pequena que a sua, conseguia superar a de Hogwarts e a de Bella. Três das cinco paredes estavam cobertas de estantes até ao tecto, apenas com buracos com janelas para a luz entrar, e a quarta parede (a da porta) tinha uma longa tapeçaria da família Tuten'arak do lado direito e uma outra tapeçaria enfeitiçada, com os movimentos dos planetas. No centro da sala encontrava-se uma mesa para pouco mais de 6 pessoas, na qual presidia, sentado a ler o Profeta Diário, um homem alto, careca mas com uma barbicha que lembrava a dos antigos faraós. O cabelo do homem era preto, os olhos castanhos mas profundos, e a sua postura impunha respeito.
- Pai, - começou Mike aproximando-se da mesa, segurando na mão da namorada. - Esta é a Iruvienne.
- Olá... - saudou Iruvienne ainda meio a medo.
- Olá. Vens para ficar? - perguntou o Sr. Tuten'arak pousando o jornal e levantando-se. Era muito alto e tinha o corpo bem definido, tal como Mike.
- Sim... Eu convidei-a para ficar. - respondeu o rapaz no lugar da namorada.

Vivido por: Mike Tuten'arak e Iruvienne Hiems (e Hera Tuten'arak)


Demorei algum tempo a aparecer, peço desculpas...
Espero que gostem do novo template, all by my self... =P
Se navegarem pela barra do lado podem visitar agora o This is me Photos, com desenhos que os autores das fics têm feito das personagens... Depois disso podem deixar uma coruja lá mesmo com opiniões!


Rabiscado por Iruvienne Hiems às 10:45 a.m.

segunda-feira, setembro 12

Cheguei a casa há uma semana e já se passou tanto...

Os avós chegaram, os meus primos chegaram, as perguntas sobre o meu ano em Hogwarts e sobre as corujas que entram e saem (da parte dos meus priminhos) não param, o avô quer-me convencer a afastar-me da Ely (viu uma foto dela) por ela querer ser Auror, a minha mãe quer-me ensinar a tocar flauta, o meu avô obriga-me a passar tardes inteiras (a manhã é para dormir) a praticar feitiços na biblioteca, a minha avó quer sair todos os dias para as compras...

No meio disto tudo, mal tive tempo para descansar! Entre as horas retida na biblioteca a praticar com o avô, às horas a jogar Quidditch com os primos, ao tempo que sou, literalmente, obrigada a passar a tocar piano e violino, ainda tenho de responder às corujas que chegam todos os dias!

Mas por falar em corujas... Tive uma óptima notícia no outro dia!
Estávamos todos à mesa, a tomar o pequeno-almoço, quando a coruja dos pais do Mike apareceu cá em casa com uma carta dele... A surpresa não vinha na carta, mas sim no que a minha avó disse! Depois das perguntas da praxe sobre o rapaz, a minha avó contou-me que era muito amiga da avó do Mike e que, inclusive, tinha andado com a mãe deste ao colo!

Fiquei mesmo contente! Isto quer dizer que os pais do Mike vão gostar de mim! =P Hum... talvez lhe faça uma surpresa, agora que as saudades começam a apertar... ^^

A Sabrina e o Matt estão a desafiar-me para um duelo! Não posso dizer não...


Rabiscado por Iruvienne Hiems às 10:16 p.m.

sexta-feira, setembro 9

Home sweet home...

Elyon e Iruvienne comeram em silêncio as panquecas oferecidas por Rolf, um dos elfos domésticos dos Hiems. Depois da doce refeição Iruvienne empurrou Elyon escadas acima, fê-la vestir-se rapidamente e apenas disse, sob o olhar inquisidor da morena, uma palavra que lhe soou a ?surpresa?, antes de desaparecer por trás da porta da casa de banho.
Poucos minutos depois as duas desciam apressadas as escadas em direcção à sala de estar da casa.
- Diagon-Al ? disse Iruvienne pegando na mão da mais nova entrando na fogueira.
A ruiva sentiu os pés baterem no solo e Elyon estremecer a seu lado quando chegaram ao Caldeirão Escoante.
- Não gosto nada do Floo! ? queixou-se a morena tentando livrar a camisa azul clara da sujidade da fuligem.
- Eu também não ? Expurgar ? mas tu não te podes materializar, e eu não queria andar numa rua cheia de muggles a olharem e a comentarem a maneira como estou vestida!
Elyon agradeceu o feitiço da ruiva e seguiu-a quando saíam do Caldeirão Escoante em direcção à Diagon-Al. Por momentos observou a roupa de Iruvienne; Iruvienne vestira por cima da saia preta e do top rosa, um manto preto muito fino, o que certamente não ia passar despercebido numa rua cheia de muggles.
- Onde vamos afinal? ? perguntou novamente Elyon quando passaram a Flourish & Blots.
- Pensei que estavas a precisar de te divertires... ? respondeu a outra à procura de uma loja específica que parecia não existir. ? E o meu pai falou-me ontem à noite, enquanto tu ouvias a minha mãe a falar sobre não sei o quê, que uns Weasley conseguiram dinheiro suficiente para abrir uma loja...
- Oh! Eles conseguiram? ? Elyon parecia estar mesmo contente. ? E é lá que nós vamos?
- Sim... Não temos muito tempo, mas sim... Temos de estar de volta antes das três porque a minha mãe quer que eu te deixe em casa antes de anoitecer...
- Oh, não faz mal! ? respondeu Ely sorridente entrando na loja à sua frente, onde se podia ler ?As Magias Mirabolantes dos Weasley?. ? Não consigo acreditar que eles conseguiram!
Elyon encontrou rapidamente George que lhes mostrou a loja toda. As duas horas que as jovens tinham ali passaram num estante, e Iruvienne quase que teve de puxar Elyon pela mão para fora da loja e para a proibir de gastar todo o conteúdo do porta-moedas.
Regressaram desta vez pela rua dos muggles, pois Elyon estava demasiado carregada com coisas da loja dos gémeos Weasley para voltar via Floo.
- Iruvienne, - ouviu ela a mãe chamar mal abriu a porta de casa ? comam qualquer coisa, arrumem as vossas coisas e vê lá se não demoram muito porque eu não quero que a Elyon chegue a casa depois de anoitecer.
- Sim mãe...
Obedientes as duas comeram sandes antes de tentarem encontrar tudo o que já haviam espalhado pela casa naqueles dias. Com a ajuda de alguns feitiços de convocação da parte da mais velha conseguiram às cinco passar pela lareira dos Hiems, com a mala de Elyon, em direcção à casa desta na Escócia.
Iruvienne não se quis demorar muito na casa de Elyon e, por isso, teve de recusar o convite da Sra. Somniare para jantar com eles. Com um ?Vemo-nos em breve e escreve!? a ruiva desmaterializou-se directamente na sua casa.
Como era bom estar de volta a casa... Pensou Iruvienne galgando as escadas para chegar ao seu quarto na torre mais alta; embora não esperasse ficar lá muito tempo, queria há muito estar de volta ao seu silencioso castelo na Escócia.
Vidido por: Iruvienne Hiems (e Elyon Somniare)


Rabiscado por Iruvienne Hiems às 7:31 p.m.

Si l?amour était un drogue, j?aimerais mourir par over dose...
(Se o amor fosse uma droga, eu amava morrer de over dose?)

Iruvienne acordou com o suave bater da chuva na janela do quarto. Durante alguns minutos ficou ali, de olhos fechados, apenas a ouvir o barulho; tinha de haver alguma razão para ela ser da família Hiems e da família Pioggia... Hiems era o latim para Inverno, a estação preferida da ruiva, e Pioggia era italiano para chuva, uma das coisas de que ela mais gostava.
Ouviu Elyon acordar mas manteve-se calada, apenas a ouvir a chuva. A mais nova encostou-se à cabeceira da cama, pegou no livro que ficara a seu lado a noite toda e recomeçou a leitura.
- Não vais largar isso até terminares? ? espreguiçou-se Iruvienne.
-...Não... ? respondeu a morena numa voz sumida.
- Que se passa? ? a ruiva debruçava-se para a cama de baixo (era um beliche).
- Nada...
- Não mintas! Estás há pelo menos 1 minuto a ler a mesma linha!
- É que...a Athilya chegou ontem mas sem carta nenhuma...
- Chegou ontem? Não sabia?
- O problema não é ela ter chegado ontem, Iruvienne! O problema é que ela nem trazia resposta!
- Er... pois...
- Será que ele leu?
- Deve ter lido... Se foi enviada por ti...
- Oh... o que tem isso haver?
- Bem... eu vi-o olhar para ti, vi-o falar contigo e ele beijou-te... Sei que ele gosta mesmo de ti! E eu lia de certeza uma carta de alguém de quem eu gostasse muito...
- Tocaste na ferida... O beijo...
- Desculpa?
- Sim... - respondeu Elyon atrapalhada afastando os cabelos da cara. ? O beijo...
- O que tem O beijo?
- É que? foi o meu primeiro beijo!
- Aquilo foi o teu primeiro beijo?! ? Iruvienne tentava a todo o custo não se rir. ? Isso quer dizer que nunca beijaste?
- Hum... Sim... literalmente é isso... ? Elyon estava cada vez mais atrapalhada com a situação, falar sobre AQUILO com Iruvienne?! Uma das raparigas mais concorridas da escola?! ? Nunca tive um namorado sequer... Não te rias!
- Não... Só achei estranho... ? respondeu a ruiva conseguindo finalmente ver o problema da amiga. ? Isso quer dizer, nunca tiveste uma relação, nunca beijaste... nunca nada pelos vistos!
- Iruvienne! Lá estás tu a gozar! Tenho a certeza que também já estiveste na mesma situação que eu!
- Sim... devo ter estado...
- Ok, esquece... ? cortou ela pegando de novo no livro.
- Não, calma! Tu és minha amiga, eu sou mais velha, posso ajudar-te...
- Prometes que não contas a ninguém?
- Juro por Merlin!
-... Então aqui vai... ? Ely desviou o olhar, fitando o livro novamente fechado. ? É muito... Não, espera... Como é que... E se eu não o souber fazer?
- Fazer o quê?!
- Er... ? Iruvienne pode ver Elyon ficar tão vermelha que podia passar por uma Weasley. ? Beijar...
- Calma... Relaxa... Não vai acontecer nada... Ou melhor, em principio vai, mas nada de mal...
- Achas? E se eu fizer figura de parva? Ele vem beijar-me e eu não sei o que fazer? Se eu...
- Não vais!
- Promete!
- Prometo...
- Oh... mas e depois?
- Mas e depois o quê?
- O que é ao certo o namorar... Tenho de lhe contar tudo, tenho de estar sempre com ele...
- Calma... ? Iruvienne já não sabia o que lhe dizer... Não se lembrava de alguma vez ter feito tantas perguntas, talvez aquilo fosse só mesmo com a Ely, que quer sempre ter a certeza de que não erra em nada... ? Um namorado é, basicamente, um melhor amigo só que com uns beijos à mistura!
- Como?!
- Sim... Um amigo em quem, supostamente, podes confiar, mas não lhe precisas de contar tudo se não quiseres! ? explicou a ruiva sob o olhar inquisidor da morena. ? Podes fazer com ele tudo aquilo que fazes com os teus amigos... Metes uns beijos à mistura... Ah! E depois vem a parte que não podes ignorar... O teu namorado começa a ser uma pessoa com quem te preocupas...
- Mas eu preocupo-me com os meus amigos!
- Não é bem a mesma coisa... ? Iruvienne já estava mesmo a desistir, ela adoraria ajudar Elyon, mas não se lembrava de mais nada! Maior parte daquilo havia lido em livros ou revistas ?cor-de-rosa?... Nunca pensara muito no caso... ? Olha... Vamos descer, vamos tomar qualquer coisa porque já é tarde... ? disse ela confirmando o relógio ? 11 horas. - E tu vais esquecer isso por algum tempo! Primeiro porque te quero mostrar uma coisa, depois porque... Isso só vai ficar aí na tua cabeça enquanto não estiveres com o Potter, depois disso vais esquecer tudo.
Elyon sorriu, parecia que Iruvienne tinha conseguido fazer o humor dela mudar, e Elyon esquecera por completo que não tinha havido resposta alguma à carta que enviara...

Vivido por: Iruvienne Hiems (e Elyon Somniare)
Imaginado por: Elyon Somniare


Rabiscado por Iruvienne Hiems às 7:29 p.m.

No one knows me but they know my name?

- Bella?! ? uma rapariga loira aparecia a correr atrás delas. ? Bella? Ah! Encontrei-te!
Bella olhou para trás e sorriu-lhe. Poucos segundos depois a rapariga que acabara de chegar apercebeu-se das criaturas que corriam por trás de Bella ? Unicórnios.
Os olhos azuis da garota abriram-se mudos de espanto. Muito lentamente aproximou-se da cancela e saltou lá para dentro, sentando-se ao pé das outras.
- Apresentações ? disse Bellatrix fazendo a loira desviar os olhos dos unicornios. - Iruvienne Hiems, Ravenclaw, sétimo ano e Elyon Somniare, Ravenclaw, sexto ano. Esta é Anne Phoenix, uma colega minha Gryffindor do sexto ano também.
-Olá Anne! - saudou Elyon.
- Que ias a dizer Iruvienne ? perguntou Bella depois dos habituais comprimentos.
- Ah... bem... eu... ? Iruvienne não sabia se havia de falar daquilo na presença de Anne, que ela não conhecia de lado nenhum.
- Podes falar, a Anne é de confiança. - Bella leu-lhe os pensamentos.
- Bem é que...O meu patronus é um unicórnio... mas como animagus gostava de ser um unicórnio... ? confessou Iruvienne. ? Sou um gato branco mesmo pequenino...
- Sabes que não és tu quem escolhe em quê é que te transformas... ? consolou-a Elyon. ? Eu também não escolhi!
- Também és uma animaga, Iruvienne? Surpreendeste-me... ? comentou Bella
- Também??? Tu também és? E... sabes como é... sou muito mais do que aparento ser!
- Por este andar toda a gente é um animagu ilegal... Mas esse não é bem o meu caso... ou o da Annie, pois não? Eu transformo-me num lobo branco. Quanto a patronus também é um lobo.
- Quer dizer que somos todas animagus e não sabíamos? - Elyon olhava para elas divertida.
- Não é o teu caso ou o da Annie... então? Não estão registadas que eu saiba...
- E a Bella não disse que estávamos... Mas é melhor que a nossa 'situação' continue um segredo... Pelo menos por enquanto. - respondeu Annie
- Ok... ? responde Iruvienne achando que não se devia meter mais no assunto. - Também consegues fazer um patronus Anne? Ei! Calma aí? Tu também és animaga Elyon?
- Sou? ? respondeu a morena que ainda não tinha conseguido para de rir. ? Pensava que já imaginasses? Um gato?
- Claro... Agora que aquele-cujo-nome-não-deve-ser-pronunciado voltou com aqueles dementors todos é um perigo não se saber conjurar um patronus decente. O meu é uma raposa.
- Pelos vistos não é só o Harry Potter quem sabe fazer um patronus com corpo! ? disse Bella. ? Ele fê-lo à frente de toda a gente no exame de DCAT?
- Oh? vocês não precisam disso? ? respondeu Iruvienne. ? Eu não precisei disso? E tive um O em DCAT?
- Não fales nas notas! ? pediu Anne. ? Estamos de férias! Até a carta de Hogwarts chegar não quero pensar mais nisso?
- Voltamos então aos animagus? ? recomeçou Elyon. ? Nunca soube como é que os outros fazem para o ser?
- Nem eu! ? respondeu Iruvienne honestamente. ? A minha mãe é uma animaga registada? Acho que veio daí? E vocês?
- Eu apercebi-me de que era uma animaga com 6 anos, mas não sei como! ? confessou Ely.
- Nós? também é de família? ? explicou Bella levantando-se. ? Parece que vamos ficar sem saber como é que alguém se transforma em animagus na mesma?
- A tua mãe sabe que és uma animaga? ? perguntou Annie interessada.
- Não, nunca lhe contei? Na realidade só vocês e o Mike é que sabem?
- Pois é? acho que vocês também são as primeiras a saber que eu o sou! ? Elyon levantou-se também. ? Que horas são?
- Já são cinco e meia? Ficámos aqui bastante tempo?
- Que me dizem de irem conhecer a biblioteca? Annie, tenho que te emprestar uns livros sobre aquele assunto...
- Claro... Adoro bibliotecas! - respondeu a morena.
- Também tens uma biblioteca? Quero ver isso... ? troçou a ruiva.
Bella guiou as três amigas pelos campos até sua casa, onde as levou até uma biblioteca enorme, bem maior que a de Hogwarts, onde milhares de livros esperavam pacientemente nas suas estantes serem lidos.
- Annie, tu já conheces a biblioteca, mas o que é que vocês as duas acham?
- Surpreendente...
- É linda! - respondeu Elyon começando a percorrer as estantes.
- Portem-se bem e não se percam, eu vou só buscar uns livros e já volto ? e com isto Bella desapareceu por entre as estantes
Nenhuma delas sabia ao certo quantas horas se tinham já passado. Elyon encontrara vários livros que lhe tinham agradado e levara-os a todos para uma secretária onde ficou silenciosa a ler. Anne e Bella olhavam juntas para o mesmo livro numa outra secretária e Iruvienne passeava-se por entre as enormes estantes, lendo os títulos e confirmando mentalmente se já os havia lido ou não.
- Uma tapeçaria da família ? questionou Iruvienne do fundo da biblioteca.
- Ah... Encontraste-a... ? disse Bella aproximando-se da ruiva
- É... Então, conta lá a história da família ? Iruvienne sorriu para Bella. Esperava encontrar alguém que não fosse assim tão "bonzinho" na família dela.
- Ok... O meu avô, Pierre, era filho de Jean Neveu e Persephone Delacour, tudo famílias francesas de sangue puro eventualmente misturado com veela. Ele veio para Inglaterra quando completou a sua educação em Beuxbatons e conheceu a minha avó Rosie que era meio sangue e tiveram três filhos: Louis (o meu pai) que se casou com Eileen Blair (a minha mãe), Marcus e Joanne os meus tios. Nada de mais.
- O teu tio Marcus não estava cá hoje... ? observou Iruvienne
- O eu tio Marcus não está cá há muito tempo... Nem sei porque é que ainda está representado na tapeçaria. - disse Bella com azedume
- Morreu ? perguntou a mais velha pensativa. - Espera lá Eu conheço-o Ele é...
- Não morreu, não... Pelo menos por enquanto. Mas como é que o conheces
- Já tive com ele... Ele é um devorador da morte não é
- A ovelha negra da família, mais precisamente. Tiveste com ele Porquê ? perguntou a loira desconfiada
- O meu tio conhece-o, ? inventou rapidamente Iruvienne, era melhor que Bella não soubesse. - Andaram juntos na escola, acho eu...
- Como é que sabias que ele era um devorador da morte
- Vi-lhe a marca negra no braço ? continuou a ruiva a inventar. - O meu avô pediu-me para não o dizer a ninguém...
- Hum... Eu também vou ter que te pedir que não fales disto em frente da minha família... Foi ele a razão do desgosto do meu avô quanto à casa de Slytherin.
- Ah... Compreendo... ? mentiu novamente a Ravenclaw. - Descansa, não falo dele a ninguém...
E com aquelas novas informações a mexerem com a cabeça dela, Iruvienne voltou com Elyon para casa, através de Floo.

Vivido por: Bellatrix Neveu, Elyon Somniare e Iruvienne Hiems
(E Anne Phoenix)



Rabiscado por Iruvienne Hiems às 7:24 p.m.

segunda-feira, setembro 5

I can't hide myself any more…


- Tiveram sorte... ou eu ou a Ely acabávamos por marcar... e a vitória era nossa! - gritou Iruvienne descendo, alguns metros atrás de Bella.
- Isso queriam vocês... O Chris é que estava na posse da quaffle... por uma questão de segundos a vitória seria da equipa da casa.
Iruvienne não pôde deixar de rir. Nunca os iria deixar ganhar, mas aquela determinação de Bella em ganhar...
- Ei, Bella... Quando eu for para a Escócia depois vais lá a casa... arranjo uma equipa completa!
- Diz quando! Mas não vale sabotar-me a equipa!
- Descansa... Não te arranjo nenhum Gryffindor, mas não faço batota...
- Isso só prova que tens medo de perder... Não é por nada que os Gryffindor ganharam a taça nos últimos dois anos.
- Não, simplesmente porque não tenho muitos contactos com Gryffindors! Mas se fazes questão... Acho que a Ely te arranja dois beaters... - defendeu-se ela fazendo Elyon corar. Na realidade Iruvienne não ouvia nada do George há muito tempo... mas com a história do Potter era normal.
Bella levara as raparigas até à piscina, onde já estavam os familiares dela.
- OK... É melhor fazer algumas apresentações: estes são os meus avós paternos Pierre e Rosie Neveu, depois a minha tia Joanne, e finalmente, os meus pais: Louis e Eileen. Estas são a Elyon Somniare e a Iruvienne Hiems, duas amigas minhas de Hogwarts.
Iruvienne olhou para os Neveu à sua frente. A rapariga conhecia algumas caras... Rosie, a avó, Louis e Eileen, os pais de Bellatrix. Os outros (o avô e a tia) Iruvienne não tinha a certeza, mas tinha a certeza de ter visto a cara dos pais de Bella e da avó numa fotografia que o avô lhe tinha mostrado no Verão passado, todos eles eram Aurores.
- Olá... - arriscou ela rogando pragas a Bellatrix por se ter lembrado de dizer o seu apelido.
- Hiems? Tens algum parentesco com Jonatham Hiems? - perguntou o avô de Bella.
- Er... Sim... - Iruvienne estava cada vez a ficar mais apreensiva com a família da amiga. - É meu avô. O senhor conhece-o?
- Posso dizer que sim... - respondeu Pierre com uma ruga de preocupação na testa. Não lhe agradava nada que a neta convidasse a neta de um Devorador da Morte para sua casa... Ainda por cima com Marcus fazendo parte da família, querendo ou não.
Iruvienne olhou para o avô de Bella, o loiro na sua frente também não lhe era estranho... Cruzou um dos braços, sem saber o que dizer. Sorriu para si ao reparar que felizmente tinha trazido mangas curtas, ou ainda poderiam ficar mais alarmados.
- Hum... o que temos para o almoço? - perguntou Chris com um ar esfomeado.
- Lasanha, e para a sobremesa crepes. O que me dizem? - respondeu Eileen.
- Parece-me bem, Mrs. Neveu - respondeu Elyon olhando ainda para Iruvienne.
- Então que me dizem de nos sentarmos e começarmos a comer?
Os Neveu sentaram-se na mesa rectangular e Elyon e Iruvienne sentaram-se nos dois lugares vagos. Elyon ficou ao lado de Bella, Chris estava na cabeceira, e Iruvienne sentou-se, apreensiva, ao lado de Pierre Neveu, o avô de Bella.
- E então meninas? Já têm alguma ideia sobre o que querem fazer depois de saírem de Hogwarts? A Bella aparentemente vai seguir os passos dos pais e da avó... e vocês? - perguntou Joanne interessada.
- Eu também quero ser Auror! - respondeu prontamente Elyon, ela gostava muito de falar sobre o seu futuro. - E talvez escrever nos tempos livres...
- E tu, Iruvienne? - disse Pierre desconfiado
- Eu... Er... - Iruvienne olhou para Elyon como que a pedir ajuda - ainda não sei bem... Talvez... Entrar para Gringotts... - Iruvienne deu graças a Merlin por se ter lembrado de Fleur naquele momento - Assim poderia viajar.
- A Elyon e a Iruvienne são Ravenclaws, - Bella quebrou o silêncio que se instalara naquela parte da mesa - a Elyon está no mesmo ano que eu e a Iruvienne é um ano mais velha.
- Mas são famílias puramente Ravenclaws ou não?
- Bem... nem por isso... - Elyon foi a primeira a responder. - Os meus avós paternos foram Slytherins e os meus avós maternos eram... uma muggle e um busca pé... O meu pai é Gryffindor e o meu irmão Angel também...
- Pois... a minha família também não é totalmente Ravenclaw. - disse Iruvienne pedindo a Merlin para que o tema de conversa mudasse.
- Então, o que é a tua família Iruvienne - perguntou educadamente o avô de Bellatrix.
- Três dos meus avós eram Slytherins, a minha avó paterna era Ravenclaw. O meu pai é Ravenclaw e a minha mãe é Slytherin.
- Hum… interessante. - respondeu o Pierre não muito convencido de que a jovem ruiva fosse das melhores companhias para Bella. - Então, a Elyon não é sangue puro, mas tu és Iruvienne?
- A família da parte do meu pai é pura! - protestou Elyon. Não ligava muito a essas coisas de famílias puras e famílias muggles, mas não gostava que a fizessem sentir-se inferior por causa disso. - a família Somniare é pura, assim como a Black. Mas isso não torna um feiticeiro melhor ou pior.
- De qualquer maneira, - Iruvienne sorriu, para ela isso importava sim! Sangues-de-lama… Upf! Felizmente os pais de Elyon eram feiticeiros! - A minha família é toda pura. Hiems, Pioggia, Lestrang e Black. Os casamentos também foram mantidos dentro de famílias de sangue puro - Macnair é o marido da minha única tia.
- Iruvienne?! - Elyon olhava para ela como se fosse a primeira vez que a visse. - Disseste Black? Tens um Black na família?
- Elyon isso é normal quando uma família só se casa com pessoas de sangue-puro. E é a minha avó, Sophie Black. Porquê?
- Bem… - Elyon riu-se entre dentes. - É que és da minha família! A minha avó é irmã da tua!
As raparigas ainda estavam perplexas com a descoberta do seu parentesco, mas Bella convenceu-as a falarem sobre isso depois. Assim sendo, as três pediram licença pra sairem e Bella conduziu-as mais uma vez pelos campos.
- A tua família não gosta muito de slytherins, não é? _perguntou Elyon a Bella, tentando um início de conversa após o silencio que se impusera sobre o trio.
- Digamos que os meus avós tiveram um pequeno desgosto referente a Slytherin...
- Que se passou? - perguntou Iruvienne interessada.
- Uma longa história... É melhor não contar agora... Para além do mais, estamos quase a chegar à reserva!
- Reserva? _inquiriu Elyon com estranheza. _ Reserva de que?
- Mais 5 minutos e descobrirás... Já agora... Quais é que são as vossas criaturas mágicas preferidas? - perguntou Bella curiosa
- Humm... nunca pensei muito nisso... mas tenho um certo fascínio por unicórnios e cavalos-alados. _respondeu a morena.
- Unicórnios! - respondeu a ruiva sem pensar.
- Maravilhoso... - sorriu a loira - Chegámos
De facto tinham chegado a algum sítio mas as duas ravenclaws não tinham bem a certeza de onde.. A única coisa que conseguiam ver era um cercado que se estendia pra lá das suas vistas. Uma bela floresta rica em árvores, arbustos e flores constitía um cenário perfeito.
- Claro que eles não estão completamente em liberdade... Não podíamos correr o risco que um fugisse e fosse visto por um muggle, mas têm bastante espaço aqui...
- Tu tens uma reserva de unicórnios!? _exclamou Ely, pasmada.
- Achas que sim- Bella não conseguia conter o riso perante o espanto da amiga - Podemos entrar para teres a certeza... - E com isto saltou para dentro da reserva
- Bem, ainda bem que somos todas "donzelas puras". _ respondeu Elyon com um sorriso substituindo o pasmo e seguindo Bella pela cerca.
Iruvienne seguiu as duas sem uma palavra, na realidade só tinha estado com unicornios duas vezes, em aulas de TCM.. mas adorava aquelas criaturas.
- Na verdade não temos muitos... Uma fêmea andava meio perdida aqui pelas redondezas e nós acolhemo-la, pouco tempo depois chegou um macho. Ela teve uma cria há bem pouco tempo.. vamos procurá-los.
- Fixe! - Iruvienne parecia ter recuperado e seguiu Bella e Elyon na busca dos unicórnios.
Encontraram-nos pouco tempo depois. Era uma quadro maravilhoso: dois unicórnios adultos e com pelagens resplandecentes estavam deitados uma ao lado do outro, enquanto uma pequena cria de pêlo dourado era protegida pela mãe.
- Eles geralmente correm bastante e nunca estão quietos. Mas depois do nascimento do pequenino estão mais sossegados e mais protectores.
- São tão lindos... - suspirou Elyon desejosa de se aproximar.
- É... tens razão... - concordou a mais velha. - Impressionaste-me Bella...
- A fêmea chama-se Vega, o macho Pollux e o pequenito Altair. Podem-se aproximar... Mas não convém fazerem movimentos bruscos.. Eles assustam-se com facilidade.
Elyon foi a primeira a aproximar-se, muito calmamente. Bella seguiu-a. Iruvienne olhou mais um pouco para Vega antes de baixar para lhe fazer uma festa.
Durante um tempo as raparigas ficaram caladas, só a fazer festas às belas criaturas. Depois, quando os adultos se levantaram para se mexerem um bocado, sentaram-se na relva, perto da cerca, a olhar para eles.

Vivido por: Bellatrix Neveu, Iruvienne Hiems, Elyon Somniare (e Chris Neveu)


Rabiscado por Iruvienne Hiems às 7:05 p.m.

sábado, setembro 3

Maybe tomorow I will wake up and realise this was just a dream

Iruvienne e Elyon estavam no quarto a ouvir música quando uma coruja das torres entrou pela janela entreaberta do quarto.
Iruvienne largou o livro que estava a ler e retirou o pergaminho da pata da coruja, que não se foi embora, como que a esperar pela resposta.
- De quem é? - perguntou Elyon por trás do livro de aritmância.
- Da Bella... É para as duas! Ouve:

"Elyon e Iruvienne:

Como a Elyon me contou que as meninas iam passar três dias em Londres antes de irem pra Escócia, lembrei-me de vos fazer um convite. Que tal passarem o dia de amanhã na minha herdade nos arredores de Londres? Tenho razões para acreditar que será um dia inesquecível. No caso de usarem o Pó de Floo o nome que devem dizer é 'Herdade Neveu'.

Espero-vos por volta das 10h,

Bellatrix Neveu".

- Então, vamos? - perguntou Elyon ansiosa.
- Claro… Vamos de Floo… espero que não te importes, mas é mais rápido.
- Não gosto muito, mas ok… pode ser…
Iruvienne pegou numa pena preta e num tinteiro e escrevinhou um "Até amanhã" na parte de trás do pergaminho, que a coruja levou de volta.

*

- Herdade Neveu! - gritou Elyon lançando o pó de Floo na lareira dos Hiems. Logo a seguir Iruvienne fez o mesmo, desaparecendo também nas chamas verdes.
- Bem vindas a minha casa! Só podia estar mais contente de vos ver se não estivessem cobertas de fuligem... Iruvienne, não podes dar um jeitinho a isso?
- Claro - sorriu a ruiva tocando na morena com a varinha e logo depois nela própria, retirando toda a fuligem.
- Olá Bella! - cumprimentou Elyon afastando um caracol da cara.
- Oi! Boa viagem?
- Hum... digamos que... enjoativa - respondeu a ravenclaw mais nova.
Bella levou as duas amigas a fazer uma 'tour' pela sua casa. Primeiro a cozinha (onde estava a lareira pela qual elas tinham vindo), passando pela sala e até ao seu quarto. Uma divisão espaçosa com um pequeno torreão que tinha uma maravilhosa vista pelos campos verdejantes. As paredes eram de cores suaves mas estavam cheias de desenhos e fotografias. A cama de dossel era grande e confortável e aos pés desta um pequeno sofá para três pessoas não podia ser mais convidativo.
- Então? O que acham? - perguntou a anfitriã sorridente
- É gira... mas um bocadinho pequenina - respondeu Iruvienne.
- É linda! Adoro o verde dos campos à volta de tua casa - Elyon respondera melhor do que Iruvienne, mas Bella, que já a conhecia, nem respondeu.
- Então, que te leva a pensar que vai ser um dia inesquecível? - perguntou curiosa a mais velha.
- Isso é surpresa... mas agora que me dizem de irmos dar uma volta pelos campos?
- Vamos! - respondeu Ely rapidamente sorrindo.
As raparigas desceram a grande escadaria e saíram para os campos. O dia estava ensolarado e uma brisa fresca agitava levemente o relvado.
- Alguém quer jogar um pouco de Quidditch?
- Claro! - responderam em uni som as ravenclaw, ambas adoravam voar, e jogar Quidditch era o hobbie preferido de ambas.
- Mas nós não trouxemos as vassouras... - lembrou Iruvienne. - E convoca-las iria ser complicado, algum muggle poderia vê-las a voar...
- Se eu não escrevi na carta que vos mandei é porque não é preciso preocuparem-se. O Chris, meu irmão, está à nossa espera lá mais à frente com quatro Nimbus.
- Pensas em tudo!
- Eu sei... - sorriu a Gryffindor.
Mais à frente, tal como Bella dissera, o seu irmão esperava-as com quatro vassouras impecavelmente limpas e uma caixa de madeira bem trabalhada num campo de Quidditch improvisado: em vez de três aros de marcação estavam dois e as linhas tinham sido magicamente marcadas na relva delimitando o pequeno campo.
- Bem... Estou admirada Bella... - Iruvienne olhava para o "campo". - Aquele é que é o teu irmão?
- É... ele é meu gémeo. Um ano mais novo que o teu namorado... - disse a loira com especial ênfase na última palavra.
- Er... pois! - respondeu Iruvienne com um sorriso desviando o olhar de Chris. Elyon riu-se.
- Então? As equipas? - perguntou a morena agradecendo a vassoura que Chris lhe dava.
- Vocês são as convidadas, escolham.
- Ele é Gryffindor também?
- Claro!
- Muito bem, Gryffindor vs Ravenclaw... Vamos mostrar-lhes que se não fosse a Cho-rona nós já tínhamos ganho a taça de Quidditch à muito tempo! - respondeu Iruvienne pegando também na sua vassoura.
- Muito bem. Maninha está na hora de pormos as nossas tácticas em acção - disse Chris.
- Podes ter a certeza - respondeu Bella.
- Eu concordo com a Iruvienne... nós vamos ganhar rapidinho! - Elyon elevou-se um metro sentada na vassoura. - E quando é que o jogo acaba?
- Quando uma das equipas chegar aos 100
- Que vamos ser nós! - Iruvienne levantou voo sendo seguida por Elyon. - As Nimbus são um bocadinho diferentes das Flechas de Fogo... mas ok...
O que se pode dizer do jogo é que foi tudo menos breve. Ambas as equipas estavam muito bem treinadas, e a partida foi renhida. Feliz ou infelizmente nenhuma delas ganhou, acabando o jogo com um empate de 90-90, pois antes que houvesse tempo de marcar o golo decisivo os quatro foram chamados pela mãe dos gémeos para o almoço.

Vivido por: Bellatrix Neveu; Iruvienne Hiems (Elyon Somniare e Chris Neveu)


Rabiscado por Iruvienne Hiems às 9:43 p.m.

sexta-feira, setembro 2

Only 99% Rebel…

- Ele… ele disse mesmo aquilo?! - ainda perguntava Iruvienne quando se sentaram para comer um gelado no Florean Fortescue, já bastante carregadas.
- Sim… - respondeu-lhe a amiga pela milésima vez.
- Acabamos com as compras por hoje? - questionou Iruvienne, quase afirmando, assim que chegaram os gelados das duas.
- Acho que sim… Já comprei mais até do que devia! - respondeu ela com um sorriso. - A prenda de aniversário para o Angel, aquelas luvas de chasser que eu andava a namorar há anos…
- Isso é uma décima parte! - brincou a ruiva. - Eu também nem sei bem o que comprei… ah! Mas já não podes dizer que não vale a pena ficar três dias em Londres antes de voltar para casa!
- É… tens razão… Ficas cá sempre três dias?
- Normalmente… Os meus pais, que como já deves ter visto não param em casa, aproveitam para fazer as visitas aos amigos, andar às compras - o meu pai anda muitas vezes à procura de novos livros nas livrarias muggles - e ir ver um musical ou outro…
- Hum… - respondeu Elyon perdendo-se novamente nos seus pensamentos. Era engraçado que Iruvienne odiasse muggles e tudo o que se parecesse com isso e que os pais fossem a musicais e comprassem livros muggles…
- Então Ely… - perguntou Iruvienne olhando fixamente para o gelado de chocolate, obrigando a mais nova a sair de transe pela segunda vez naquele dia. - Aquilo entre ti e o Potter vai andar?
- Er… - Iruvienne havia feito pela primeira vez a pergunta directamente e mesmo assim Elyon não sabia o que responder. - Eu… Oh… estou confusa! Tudo aquilo que se passou este ano…
- Pois… Mas, afinal, ele acabou por te ajudar… e aquilo com a sangue-de-lama era só para ver se lhe davas atenção…
- É… acho que sim… - respondeu pensativamente pegando nos sacos com a mão livre. - Acho que já sei o que falta na carta!
Não querendo deixar fugir a inspiração que aquele gelado do Florean Fortescue tinha dado à amiga, Iruvienne apreçou-se atrás dela. Poucos minutos depois já estavam no quarto da mais velha e, enquanto Elyon terminava a carta, Iruvienne desenhava sentada num dos puffs.
- Acabei! - exclamou a mais nova com um sorriso. - Hum… Iruvienne… posso-te pedir emprestada a Athilya?
- Claro, claro… - respondeu a outra sem levantar os olhos da tela que tinha no colo. Olhava atentamente para um jardim cinzento-esverdeado, as nuvens estavam cinzentas e até as flores pareciam estar pintadas a preto e branco. Tudo naquele jardim parecia morto. A "artista" pegou num pincel fino, passou-o ao de leve na tinta vermelha e pintou uma rosa, no meio de todo aquele cinzento.
Ainda nessa tarde, enquanto ouvia a chuva miudinha bater na enorme janela, Iruvienne colocou a pintura daquela tarde por cima da lareira da sala de jantar. "Condiz com as decorações cinzentas da sala…" pensou a ruiva afastando-se para ver o efeito "Acho que os pais vão gostar da surpresa…".


Rabiscado por Iruvienne Hiems às 3:21 p.m.

quinta-feira, setembro 1

Cometer um erro e não tentar corrigi-lo é um erro duplo.

As férias de Verão tinham começado, agora tinham dois meses para se esquecerem de tudo até voltarem a embarcar no Expresso de Hogwarts, na plataforma 9 e ¾…
Bem… elas pelo menos não podiam esquecer tudo…
- Ei, Ely… - Iruvienne entrava no seu quarto preparada para ir arrancar um livro das mãos da amiga. Mas, curiosamente, a morena encontrava-se debruçada sobre um pedaço de pergaminho. - Para o Potter?
- É… mas não sei sequer o que dizer… - respondeu ela continuando a fitar o relógio cor-de-rosa.
Iruvienne sentou-se na cama travando uma luta interior. Por um lado queria mandar o Potter dar uma longa curva, mas por outro aquilo entre ele e Elyon parecia mesmo perfeito…
Olhou em volta enquanto se tentava decidir. O seu quarto ali era mais pequeno do que na Escócia, mas fora decorado tal e qual como ela pedira e por isso não se importava de passar ali alguns dias. As paredes estavam pintadas às listas de cores vivas (cor-de-rosa, azul, lilás e amarelo) de tamanhos diferentes. A parede em frente à secretária tinha vários relógios coloridos, e só um deles dava as horas, os outros davam indicações do tempo, horóscopo, sentimentos, posição das estrelas… Iruvienne não se cansava daquela parede. As paredes da janela e a da porta estavam quase vazias: por baixo da janela haviam dois puffs (um branco e outro azul), e na porta apenas havia um grande armário branco e com portas de vidro. Atrás da cama a parede estava coberta com fotografias de amigos, de paisagens e dela própria, aquela parede estava praticamente igual à do seu quarto no castelo na Escócia.
- Ainda não tenho fotos nossas - comentou a mais velha quebrando o silêncio. - Nem com o Mike, agora que reparo nisso…
Elyon riu-se. Sabia que Iruvienne era mais romântica do que aparentava, mas nunca lhe havia dito, pois ela iria negar.
- Estas férias vamos tirar… Vais lá a casa depois não? - respondeu ela quando conseguiu conter o riso. - Deixa para lá a carta… escrevo depois…
- É… Ei… queres ir às compras? - perguntou a ruiva levantando-se - afinal é das poucas coisas que faço quando fico aqui em Londres…
- Eu… Porque não?
- Sabes… - começou Iruvienne enquanto atravessavam as ruas da movimentada Londres até ao Caldeirão Escoante - poder fazer magia e poder desmaterializar-me vai-se tornar bastante útil este Verão…
- Tu vais… - Elyon calou-se continuando a andar. Não queria pensar muito naquilo. Estarem em campos opostos agora que a guerra começara não era nada bom.
- Nop - Iruvienne sorriu olhando de lado para um Muggle que tentava a todo o custo enfiar uma carrinha enorme num lugar minúsculo livre entre duas árvores - Locomotonatura - sussurrou ela apontando a varinha por baixo da mala a uma das àrvores e, para espanto de Elyon, aproximar as àrvores ainda mais.
- Iruvienne!
- Que foi? Não tenho culpa que a àrvore esteja a necessitar dar um pequeno passeio… Para além disso aquele muggle não vai conseguir meter aquela coisa ali nem com uma varinha na mão.
- Upf…- resmungou a morena entrando para o ar pesado do Caldeirão Escoante - Estavas a dizer que não? Então mas tu desististe? Tu vais…
- Não… acalma os unicórnios Elyon! - cortou a ruiva baixando a voz. - Não o vou fazer ainda… É apenas adiar o inevitável… E se queres saber fi-lo em parte por tua causa!
Somniare não disse nada, mas o seu silêncio bastou à Hiems que abria com a varinha a passagem para a Diagon-al.
*
- Angel? - Elyon procurava entre as estantes um livro para oferecer ao irmão quando o encontrou. - Não devias estar em casa?
- Que simpático da tua parte - respondeu ele com um sorriso - alguma razão especial para não me quereres aqui?
- Oh… deixa-te disso… Só achei estranho…
- Pois maninha, mas esqueceste-te de que eu me desmaterializo e, como tal, posso dar um saltinho aqui para comprar um livro entre o almoço e a visita dos nossos queridos avós!
- Hum… pois… - respondeu Elyon chateada por ser menor de idade e todos lhe atirarem com isso à cara.
- Elyon? - Iruvienne passava também entre as estantes, mas esta à procura da amiga. - Ah! Encontrei-te… Lembras-te o livro de que te… Angelus?!
- Iruvienne… - respondeu ele meio embraraçado. Os dois não se viam desde o infeliz duelo que terminara com Angelus transfigurado num porco. - Eu quero pedir-te desculpas… Eu… Não sei o que se passou… Tudo aquilo que te disse foram… só ciúmes… - acabou por se desculpar virando as costas para arrumar o livro que tinha na mão.
- Embora não seja comum em mim, Angelus, desculpo-te…
- Bem… eu tenho de ir - comunicou ele olhando para o relógio no pulso. - Ely porta-te bem…
- Impossivel…
- Vê se não gastas todo o dinheiro que os pais te deram em coisas fúteis…
- A ver vamos…
- E… bem… daqui a três dias a gente vê-se em casa…
- Ok… Adeus Angel…
- Adeus, adeus Iruvienne…. E… podes dizer ao teu namorado que ele é realmente bom em transfiguração!
Com uma chicotada Angel desapareceu, deixando as raparigas sozinhas.


Rabiscado por Iruvienne Hiems às 2:47 p.m.

terça-feira, agosto 30

Who knows how to smile, knows how to live…

- Iruvienne! - Cho Chang chamava-a da mesa dos Ravenclaw.
Iruvienne guardou rapidamente a carta no bolso do manto, deixou a Layta partir sem resposta e olhou para a oriental que a acabava de chamar.
- Tenho de ir… - disse ela com um sorriso a Mike beijando-o.
Sacudiu o cabelo e forçou um sorriso a Cho. Na sua cabeça passava-se a sua vida em Hogwarts…
Ela e Cho Chang eram as alunas mais populares dos Ravenclaw (tirando a prima de Iruvienne -Sabrina - que já saíra da escola há dois anos) e davam-se muito bem; tinham as mesmas amigas, mexericavam entre as aulas, visitavam-se esporadicamente nas férias, trocavam concelhos de beleza e treinavam Quidditch juntas.
Infeliz, ou felizmente, tudo mudou no final do ano anterior.
Cho fora convidada por um Hufflepuff (Cedric Diggory, um dos campeões de Hogwarts) para o Baile de Natal e aceitara. A ruiva achou que não importava muito, não era ela quem estava a sair com um Hufflepuff e não podia impedir Cho de o fazer. Tudo estava a correr como normalmente, embora Iruvienne não conseguisse ficar frente-a-frente com o namorado da amiga, elas falavam-se e continuavam a dividir amigos.
Depois, no final do ano, Cedric fora morto pelo Lorde das Trevas. Cho mudou completamente. Chorava por tudo e por nada e, por saber que a amiga estava mais virada para o lado do Lorde das Trevas, começou a culpa-la indirectamente por tudo aquilo que se havia passado.
Iruvienne não aguentou aquilo. Afastou-se de Cho e dos seus amigos. Começou a dar-se com os mais velhos e com os Slytherin, mas Cho, que sentira a sua falta passado algum tempo, nunca desistira de a tentar recuperar como amiga.
- Preparada? - perguntou Cho arrancando a ruiva dos seus pensamentos.
- Sempre - respondeu ela fingindo estar tudo bem, pegando numa torrada - vamos?
*
- Correu bem? - perguntou uma voz no ouvido de Iruvienne e ela sentiu umas mãos na sua cintura.
- Muito… acho que vou poder fazer várias visitas este Verão!
- A quem?
- Isso agora… - as mãos fizeram-na dar meia volta e ela olhou para os olhos verdes do namorado. Sorriu. - Não sei… Já viste o que iam pensar se eu aparecesse em tua casa?
- Oh… - resmungou Mike. - Já falta mesmo pouco para as férias do Verão…
- Eh… Mas a gente pode aproveitar bem esse tempo… - respondeu ela com um beijo.
*
Os dias seguintes passaram bem mais depressa do que Iruvienne e Mike queriam. Embora Iruvienne não precisasse muito, passou quase todos os intervalos da semana seguinte na biblioteca a ajudar Mike ou Elyon (em Poções).
Logo a seguir houve aquela confusão com a Umbridge, a aceitação por parte do ministério da volta do Lorde das Trevas e, em pouco tempo, Iruvienne fazia as malas para voltar para casa.
Desceu as escadas ao encontro de Mike apenas alguns minutos antes da partida para Hogsmead (tinha andado a esconder as coisas da Loony Luna), mas os dois fizeram juntos toda a viagem de volta a Londres.
Iruvienne tinha combinado com Elyon ficarem as duas em Londres por três dias, com os pais de Iruvienne, na sua casa em Londres (ambas moram na Escócia) e por isso ela pôde demorar-se mais com as suas despedidas.
Iruvienne esperava pela partida de Daniel Potter que continuava a falar com Elyon. Por fim viu Daniel beijar Elyon e partir atrás de Narcisa Malfoy.
- Visito-te assim que possível - despediu-se ela de Mike depois de um longo beijo. Ele sorriu-lhe e afastou-se, empurrando um carrinho com a sua pesada mala e o gato preto.
- Ely! Com que então… - sorriu Iruvienne avançando para a morena que continuava estática.
- Eu… Nós… Ele… O que é que ele faz com a mãe do Malfoy? - acabou por responder afastando o cabelo encaracolado da cara.
- Não sei… Preparada para as melhores férias das nossas vidas?
- Vamos a isto! - respondeu ela com um grande sorriso.
- Iruvienne! - chamou uma voz de mulher. A ruiva olhou para trás e viu os pais.
O pai sempre com o cabelo ruivo muito despenteado, os olhos azuis e bastante alto; e a mãe com um longo cabelo castanho puxado para trás, deixando bem à mostra os olhos verdes que a filha herdara.
- Os meus pais - informou Iruvienne. - Michael e Miriam Hiems.


Rabiscado por Iruvienne Hiems às 1:41 p.m.

segunda-feira, agosto 22

There is always a little light?


Era uma hora da manhã e Hogwarts dormia calma e silênciosa sob o céu estrelado. Não se ouvia uma mosca (exceptuando o Peeves e o piar das corujas na torre) e todos dormiam.
Bem? nem todos? Iruvienne Hiems, uma ravenclaw do sexto ano, estava bem acordada. Efeitiçada, de novo, pelas cortinas azuis que rodeavam a cama, a jovem pensava nos ùltimos acontecimentos.
O duelo na torre, o duelo entre a Elyon e o Mike, o namoro de Daniel Potter (o melhor amigo de Elyon) com aquela sangue-de-lama a quem ela tinha feito os dentes crescer, a entrada do Potter para a BI (Brigada Inquisicional) e, por fim, os exames.
Virou-se na cama, ficando sobre o braço esquerdo. Rapidamente lembrou-se do que a esperava no fim daquilo tudo...
Embora o Ministerio não o quisesse admitir, alguns (bem, alguns poucos) sabiam que o Dark Lord (Senhor das Trevas) havia voltado. Eram ainda menos queles que sabiam dos seus planos para aceitar menores de idade e/ou estudantes em Hogwarts no seu exercito de Dead Eaters (Devoradores da Morte). E, menos do que esses, eram aqueles que sabiam quem iria ser escolhido.
Virou-se mais uma vez.
No silêncio da noite e sob a lua cheia, Iruvienne decidia se não deveria arranjar uma maneira de não se juntar ao Dark Lord, pelo menos não por agora...

*

Hogwarts amanheceu barulhenta sob um sol radiante, como era de esperar por causa do inìcio do Verão e dos NOMs.
Nesse dia Iruvienne Hiems, juntamente com Cho Chang ("Por Merlin! Que mal fiz eu?"), iria fazer o seu exame de Desmaterialização.
Confiante (como sempre)a ruiva desceu calmamente até ao Salão, onde Laytha (a coruja negra do seu avô Hiems) a esperava juntamente com Mike.
- B'Dia - disse ela depois de um beijo demorado ao namorado - levantaste-te cedo hoje... Caiste da cama?
- Não... Foi pior do que isso... - respondeu com um sorriso - Havia uma pequena gata branca que não me saia da cabeça...
- Quem é a gata que anda a invadir os teus sonhos? - sorriu de volta abrindo a carta.
- Eu... Não sei... mas olha que é bem gira...
Mike agarrou a ruiva pela cintura e beijou-lhe o nariz. Iruvienne riu-se.
Sentia-se uma criança ao lado do namorado; não que houvesse diferença de idades, mas porque ele parecia ter o dom de esvaziar a sua cabeça de todos os problemas, e ela ficava assim, criança, porque tudo parecia perfeito.
- De quem é a carta? -perguntou curioso depois de um beijo mais abaixo.
- Não sei... Ainda não me deixaste lê-la! - respondeu com mais um sorriso, sentando-se ao lado do moreno, na mesa dos Slytherin.

" Querida Iruvienne:
Como bem sabes, estas férias vão ser dedicadas aos meus netos. Não sei se jà te contaram mas vou passa-las em tua casa e os teus primos também.
Jà sabes, certamente, dos planos feitos por ele e, como tal, também deves saber que és uma das escolhidas. Embora seja uma grande honra, tens de compreender que, por gostar tanto de ti, não te poderei deixar faze-lo jà este ano.
Os teus primos irão faze-lo, mas espero que compreendas o porquê. Mas, assim sendo, ele só terà rapazes aì; por isso, mesmo que não te juntes directamente, teràs de te juntar indirectamente.
De qualquer maneira, filha, estaràs sergura.
E como vão as coisas por aì?
Quem é o novo namorado? Um Slytherin pelo que sei... Ainda bem!
E, hoje, é o teu exame de desmateriamização não é? Sei que te vais sair bem!
Beijos,
O teu avô."

- Bem... - riu Iruvienne passando a carta a Mike - ele, ou melhor: eles, preocupam-se demasiado...
- Mas, afinal - respondeu ele, depois de ler a carta, passando o braço pelos ombros da namorada, puxando-a ainda mais para si - There is always a
little light...




[saindo da personagem]

Oi, oi!
Estou em França, e um dos BIG problems é que o teclado é diferente (a
posição das teclas e falta-lhe certos acentos), outro é que o Word não tem
dicionario (por isso alguns erros podem ter passado), outro ainda é que a minha
internet aqui é MUITO reduzida.

Por todas estas razões torna-se dificil escrever... De qualquer maneira
volto jà no final da semana, em força e pronta para escrever novas fics!



[explicando a fic]

- tentei escrever (e se não perceberam percebam agora) que os
NOMs jà começaram...

- parece coincidência e é: a carta chegou no momento perfeito e,
não, não foi a Iruvienne a mandar a coruja a ela mesma.

- também não sei se alguem reparou, mas o avô da Iruvienne não
lhe desejou boa sorte, porque "a sorte é para os falhados".

- as cartas em Hogwarts, para aqueles que não se lembram, estao a
ser interceptadas. Felizmente é pela BI e por isso a carta não tem muitas
coisas omitidas. De qualquer maneira, teria mais, mas depois ninguém (os
visitantes aqui do diario) perceberiam do que se falava.

- para quem não sabe, ou não leu o meu perfil: sou uma animaga não
registada. Por isso a brincadeira do Mike de uma gata que não o deixava dormir.


Rabiscado por Iruvienne Hiems às 10:06 p.m.

sábado, agosto 13

Something just isn't right, I can feel that in side, the truth isn't far behind me, you can't deny…

Iruvienne olhou para o relógio, meia-noite e um quarto…
Sem se preocupar com o facto de alguém a ver ou não, transformou-se e, como uma gata branca, correu pelos corredores escuros de Hogwarts até à torre de astronomia.
Do outro lado da porta ouviu Elyon falar:
- Oh, a sério? E eu pensar que eras tu quem fazia isso...
Achou melhor ninguém a ver transformada e por isso voltou à forma humana antes de gritar:
- Alohamorra
As portas abriram-se de par em par e Iruvienne pode ver o que se passava lá dentro: Daniel, Draco, Crabble e Goyle contra Elyon.
- Iruvienne! Estávamos mesmo à tua espera! - disse-lhe Daniel em tom de gozo.
- A minha espera?
- Vejo que a Pansy Parkinson fez o que devia... Estou impressionado... Mas aproxima-te, para podermos começar... - disse desta vez Malfoy fazendo um ar de incredulidade. - Já que ali a Somniare está com pressa, eu começo. Expelliarmus!
O feitiço atingiu em cheio Elyon, sem que esta tivesse tempo para se defender. Iruvienne ergueu a varinha e um jacto de luz vermelha atingiu Malfoy por trás.
- Mal-educado. - reclamou Elyon levantando-se. - Não sabes que não se enfeitiça uma senhora?
- Eh... parece que não... acho que o teu pai não ia gostar...
Vindo não se sabe de onde, o mesmo jacto de luz vermelha atingiu também Iruvienne.
- Não és a única a praticar feitiços não-verbais Iruvienne... - disse-lhe Daniel. - Por acaso esse é dos meus preferidos...
- Desculpa Potter... mas não tens autorização para me chamar de Iruvienne... não por tudo aquilo que tens feito até agora! - e, com um movimento rápido, a Ravenclaw ruiva atingiu Daniel com um jacto de luz roxa.
Irritado com o ultimo feitiço, Daniel ergueu a varinha para lançar outro feitiço contra a ruiva, quando uma jaula, vinda não se sabe de onde, prendeu os quatro rapazes.
- Mas o que...!?
- Não acredito que começaram sem mim... - disse Bella aparecendo na sala.
- Oi Bella! - Iruvienne riu-se - então? Vieste tomar chá connosco?
- Bella! - exclamou Elyon. - Bem-vinda, preciso de quem me substitua... perdi a espada em combate.
- Accio Varinha da Elyon! - convocou Iruvienne.
- Então era para isto que querias que a Elyon viesse, não é Daniel? - cuspiu-lhe Bella. - Nunca pensei que te tornasse igual a esse verme.
- Já somos duas...
- Estou farto disto! Diffindo! - gritou Malfoy destruindo a jaula. - Dirijam-se para os vossos oponentes!
- Tem calma Malfoy! Não disseste que a Bella também estava metida nisto! - Daniel não estava a gostar do rumo que as coisas estavam a tomar.
- Ninguém lhe mandou vir!
- A festa vai começar... - disse Elyon sorrindo e apontando a varinha para Goyle. - Primeiro os gorilas... Petrificus totalus!
Com Goyle imobilizado, cada rapaz tomou conta do seu oponente. Malfoy ficou com Elyon, Daniel com Iruvienne e Crabbe com Bella. Ambas as partes duelaram corajosamente, mas devido a uma pequena distracção da Bella, escorregou e caiu no chão, fazendo com que Elyon desviasse o olhar do seu oponente para olhar para a amiga. O resto aconteceu tudo muito depressa. Malfoy aproveitou e imobilizou Elyon, dirigiu-se para Bella, ergueu a varinha, e foi atingido com um jacto de luz azul, fazendo cair e perder a varinha.
- A Bella não! - gritou Daniel já irritado.
Aproveitando a distracção dos oponentes, Iruvienne ajudou Elyon e Bella, dirigindo-se depois para as portas.
- Atrás delas, seus idiotas! - gritou Malfoy para Daniel e Crabbe.
Nem Daniel, nem Crabbe chegaram a tempo de apanhar Iruvienne e Bella, que tinham conseguido passar pelas portas, mas quando Elyon se aproximou, as portas foram seladas mais uma vez, sendo impossível abri-las, até mesmo através da magia.
- Não penses que depois de todo este trabalho me vais escapar, Somniare!
- Oh, que giro. - resmungou a rapariga.
BUM!!!! A porta explodiu por trás de Elyon.
- Iruvienne, sai daqui! - gritou Elyon para a porta e, virando-se em seguida para o Malfoy. - Pois, Malfoy, preparar isto tudo só covardia mesmo, não é?
- Ocupem-se delas, tenho uns assuntos para tratar com a Somniare!
- Claro, Draquinho. - respondeu Elyon. - Porque tu só sabes atacar com covardia, não é?
- Petrificus Totalus! - gritou Crabbe, acertando em Elyon.
- Muito bem Crabbe! Depois lembra-me de te dar uma bolacha. E agora nós menina Somniare. Estive a pensar qual o feitiço mais adequado para ti e cheguei a uma conclusão. Que tal perderes a memória?
Malfoy ergueu a varinha, com uma cara bastante confiante e, mais uma vez, foi atingido pelo mesmo jacto de luz azul. Ao mesmo tempo, Iruvienne fez o contra-feitiço na sua amiga que se levantou e dirigiu-se para Daniel.
- Não te percebo... sinceramente, não te percebo Daniel... Alias-te ao Malfoy e depois ajudas-me? Afinal, o que queres?
- Desculpa Elyon... Tem de ser... - disse Daniel, voltando-lhe as costas de seguida, não conseguindo conter uma lágrima, que lhe percorreu o rosto.

Vivido por: Daniel, Iruvienne e Elyon.
(Draco, Crabble, Goyle e Bella)


Oi! Bem... o "This is me" vai ficar parado por duas semanas...
Depois eu (Iruvienne) volto a escrever!...


Rabiscado por Iruvienne Hiems às 10:50 a.m.

quinta-feira, agosto 11

Demasiado fácil…

Mais uma vez Iruvienne estava na biblioteca, sozinha, no meio de vários livros de poções. Embora os olhos lessem as páginas a cabeça pensava noutra coisa...
A Elyon… Onde é que ela se meteu? Hum… onde é que o Daniel a queria mesmo? O que se passa entre eles os dois? Eih! A Elyon! Onde é que ela se meteu??? Devia estar aqui!
Iruvienne fechou o livro com força. Aquela rapariga… Parecia cada vez mais desnorteada!
Decidida a terminar o estudo por aquela tarde, levantou-se em direcção às estantes.
- Sim… foi o que ouvi dizer…
- A Elyon Somniare? Aquela morena com cara de anjo?
- Sim… e o Potter… Não o cicatriz… o outro!
A ravenclaw parou. Elyon… Potter… ela tinha de saber!
- Eih! O que estavam a dizer? - perguntou ela dando a volta à estante.
- Hum… nada! - respondeu Zabini, um Slytherin.
A jovem ruiva olhou para a mesa, todos eram Slytherins: Zabini, Pansy, Warrington, Bulstrode e Nott. Pansy e Bulstrode olhavam para ela com inveja enquanto os rapazes a miravam de cima a baixo.
- Então? Alguém me vai contar?
- Nós… Nada! Que intrometida que tu és! - respondeu Bulstrode.
- Eu? Desculpem… é que ao contrário de vocês eu oiço muito bem… e ouvi-vos a falar na minha melhor amiga…
- Oh… - Zabini desviou o olhar preocupado.
- Alguém?
- Nós estávamos a conversar entre nós! Conversa de Slytherins! Não tens nada haver! - Warrington levantou-se corajosamente com a varinha estendida para Iruvienne.
- Hum… acho que nem o Matthew nem o Mike vão gostar de saber pensaram em me atacar…
- O Matthew? O Matthew Macnair? - Nott parecia ter acordado.
- Sim… O meu primo Matthew Macnair…
- Oh… Nós…- Nott tentou-se desculpar.
- Ele é mesmo teu primo Hiems? - perguntou Parkinson.
- Sim… é… Alguma razão em especial?
- Bem… e tu falas muito com ele? - continuou ela.
- Sim… somos como irmãos…
- E tu odeias sangues-de-lama como aquela Granger e a… hum… Henriques? à qual tirei pontos no outro dia? - Iruvienne acenou com um sorriso… Aquilo era demasiado fácil… - Então… acho que preciso de falar contigo!
A ruiva olhou para a outra atónita. Pansy queria falar consigo em particular? Aquilo trazia àgua no bico… De qualquer maneira, as duas afastaram-se.
- Diz - atirou Iruvienne assim que achou que estavam suficientemente longe.
- Eu digo-te o que sei sobre o caso da Somniare se relembrares ao teu primo quem eu sou…
- Claro! - ela nunca lhe iria contar, mas a morena nunca saberia disso.
- Então… o Potter pediu à tua amiga Somniare para se encontrarem na torre de astronomia à meia-noite.
- E porque é que vocês sabem disso? - aquilo ela sabia! Tinha ouvido a Bella avisar Elyon nessa tarde.
- Bem… É que… O Draco vai estar lá também para dar "as boas vindas" à tua amiga…
Oh não! Não… aquilo estava a ir longe de mais! O Malfoy não poderia fazer nada à Elyon ou ela sentir-se-ia culpada para sempre…
Sem trocarem mais uma palavra, Iruvienne saiu a correr da biblioteca, enquanto Pansy Parkinson voltava triunfante para junto dos outros Slytherin "Aquilo havia sido fácil de mais…".


Rabiscado por Iruvienne Hiems às 12:45 a.m.

This is me at Hogwarts é parte integrante do Blog The Hidden Prophecy.
This is me at Hogwarts é o diário pessoal de Iruvienne Hiems.

***

Iruvienne Hiems, 17 anos, 27 de Maio, Gémeos, Ar, Ravenclaw

Alta, ruiva, olhos verdes muito brilhantes, muito bonita, inteligente, convencida, mimada, realista, extrovertida, positiva...

Curiusidades: Joga como Chaser na equipa de Quidditch da escola; odeia o professor Binns a dar aulas; mora em Hogwarts durante o ano lectivo mas o resto do tempo num palácio na Escócia; não gosta muito de ter aulas; so admira  o Lord das Trevas; é sague-puro; gosta de música Rock/Punk; adora ir às compras; consegue produzir um patruno com a forma de um unicórnio; não simpatiza com pessoas metidas; acha Umbridge uma sapa sem sentido de moda; odeia Hufflepuffs e sangues-de-lama; as suas aulas preferidas é Poções e Aritmancia;  é uma animaga;  e está comprometida!

Segredo secretíssimo: aparenta ser uma rapariga difícil, mas por detrás disso tudo é muito romântica... mas é segredo! não contem a ninguém!

Animal de estimação:
uma coruja preta de olhos azuis, que se chama Athyla.


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